Mudança
Pessoal, fiz a migração do meu blog aqui no Blogger para o Wordpress. Todos os textos e comentários foram importados para o novo blog, e o endereço é bem similar. Cliquem abaixo para acessar:
http://raphaelhagi.wordpress.com
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Tipos de motoristas
Viajar de carro, pra mim, é sempre uma agradável experiência. Quando estou na estrada, tenho oportunidade de dirigir por mais tempo e sem a influência do trânsito urbano que tanto me incomoda diariamente. Também tenho a oportunidade de perceber os vários tipos de motoristas que existem pelas estradas, e depois de uma curta viagem no último feriado, para a Serra do Cipó, vou tentar enumerar alguns.
O Farofeiro: Esse tipo de motorista sobrecarrega o seu veículo de tralhas, muitas vezes obstrui a visão do retrovisor interno colocando bagagens ou cacarecos diversos ali no espaço onde geralmente só existem alto-falantes. Além disso, não raramente leva consigo quatro ou mais passageiros como companheiros de viagem, que seguem viagem sem cinto de segurança e todos sem camisa, no caso de homens, e biquinis no caso de mulheres. Geralmente, viaja ao som de algum som de gosto duvidoso como funk e axé, aliás, o som é o motivo pelo qual ele precisa colocar bagagens atrapalhando a visão pelo retrovisor interno, já que o porta-malas é usado como porta-som. Geralmente não lembra de calibrar os pneus para a carga em excesso e à noite liga todos os faróis e lanternas de neblina disponíveis.
O piloto atrasado: Geralmente um rapaz de pouca idade, pilotando seu carro que, já não é mais um anêmico um ponto zero, mas prejudicado pelo peso das rodas enormes e pela proximidade do solo devido ao rebaixamento da suspensão, acelera demasiadamente nas retas e freia em qualquer curva que se aproxima. Faz ultrapassagens em locais proibidos ou perigosos e faz questão de elevar o giro do motor até o corte da injeção. Também é adepto ao uso de faróis de neblina em locais errados e coloca lâmpadas de xenônio para ofuscar a todos. Películas escurecem os vidros prejudicando a retrovisão, mas quem se importa? Ele vai andar na frente de todo mundo.
O tiozão tranquilo: Este tipo pode viajar em seu carro antigo caindo aos pedaços ou extremamente conservado, ocorre também em veículos novos, mas se você o perguntar o que é carro de verdade, vai responder alguma coisa anterior à década de 80, saudosamente, sempre irão se lembrar do primeiro carro. Retrovisores que não são ajustados são frequêntes. Dirigem devagar e nem sempre preferem a faixa da direita quando podem mostrar a todos a velocidade limite da via, quando você o ultrapassa, geralmente ele olha fazendo gesto de negação, como quem diz: Onde vai, apressado? Gostam de dirigir com o braço esquerdo arrefecendo a corrente sanguínea. Cachorro e gato geralmente somam-se aos passageiros.
A Penélope Charmosa: Vamos falar a verdade, as moças estão cada vez mais tomando conta das ruas. Nada de ruim nisso, afinal muita delas dirigem muito bem, mas não poderiam deixar de figurar na minha lista. Geralmente, algum adesivo na tampa traseira ou algum bicho de pelúcia pendurado no vidro traseiro, dizem claramente: Mulher ao volante. Você poderá observar que o carro geralmente está limpo e não raramente possui acessórios, como rodas de liga leve. Dirigem com muita cautela, geralmente tensas e basicamente é isso que fazem algumas cometerem erros no trânsito. Para as boas mulheres motoristas, dirigir é tão sério quando uma delicada cirurgia, daí uma tensão fica óbvia nos olhares e nos movimentos. Não tem o hábito de segurar muito o trânsito, mas quando fazem, ao piscar um farol elas podem pirraçar e ficar por ali mesmo, ou deixar que você faça a ultrapassagem e se sentirem ameaçadas por serem mulheres. Mas é tudo da mulher: Querer fazer tudo certo, perfeito.
Em alguns dias, novos tipos! :-)
O Farofeiro: Esse tipo de motorista sobrecarrega o seu veículo de tralhas, muitas vezes obstrui a visão do retrovisor interno colocando bagagens ou cacarecos diversos ali no espaço onde geralmente só existem alto-falantes. Além disso, não raramente leva consigo quatro ou mais passageiros como companheiros de viagem, que seguem viagem sem cinto de segurança e todos sem camisa, no caso de homens, e biquinis no caso de mulheres. Geralmente, viaja ao som de algum som de gosto duvidoso como funk e axé, aliás, o som é o motivo pelo qual ele precisa colocar bagagens atrapalhando a visão pelo retrovisor interno, já que o porta-malas é usado como porta-som. Geralmente não lembra de calibrar os pneus para a carga em excesso e à noite liga todos os faróis e lanternas de neblina disponíveis.
O piloto atrasado: Geralmente um rapaz de pouca idade, pilotando seu carro que, já não é mais um anêmico um ponto zero, mas prejudicado pelo peso das rodas enormes e pela proximidade do solo devido ao rebaixamento da suspensão, acelera demasiadamente nas retas e freia em qualquer curva que se aproxima. Faz ultrapassagens em locais proibidos ou perigosos e faz questão de elevar o giro do motor até o corte da injeção. Também é adepto ao uso de faróis de neblina em locais errados e coloca lâmpadas de xenônio para ofuscar a todos. Películas escurecem os vidros prejudicando a retrovisão, mas quem se importa? Ele vai andar na frente de todo mundo.
O tiozão tranquilo: Este tipo pode viajar em seu carro antigo caindo aos pedaços ou extremamente conservado, ocorre também em veículos novos, mas se você o perguntar o que é carro de verdade, vai responder alguma coisa anterior à década de 80, saudosamente, sempre irão se lembrar do primeiro carro. Retrovisores que não são ajustados são frequêntes. Dirigem devagar e nem sempre preferem a faixa da direita quando podem mostrar a todos a velocidade limite da via, quando você o ultrapassa, geralmente ele olha fazendo gesto de negação, como quem diz: Onde vai, apressado? Gostam de dirigir com o braço esquerdo arrefecendo a corrente sanguínea. Cachorro e gato geralmente somam-se aos passageiros.
A Penélope Charmosa: Vamos falar a verdade, as moças estão cada vez mais tomando conta das ruas. Nada de ruim nisso, afinal muita delas dirigem muito bem, mas não poderiam deixar de figurar na minha lista. Geralmente, algum adesivo na tampa traseira ou algum bicho de pelúcia pendurado no vidro traseiro, dizem claramente: Mulher ao volante. Você poderá observar que o carro geralmente está limpo e não raramente possui acessórios, como rodas de liga leve. Dirigem com muita cautela, geralmente tensas e basicamente é isso que fazem algumas cometerem erros no trânsito. Para as boas mulheres motoristas, dirigir é tão sério quando uma delicada cirurgia, daí uma tensão fica óbvia nos olhares e nos movimentos. Não tem o hábito de segurar muito o trânsito, mas quando fazem, ao piscar um farol elas podem pirraçar e ficar por ali mesmo, ou deixar que você faça a ultrapassagem e se sentirem ameaçadas por serem mulheres. Mas é tudo da mulher: Querer fazer tudo certo, perfeito.
Em alguns dias, novos tipos! :-)
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Chevrolet Agile e o mercado
A Chevrolet lança no Brasil em algumas semanas o Agile, veículo que se encaixa em mais um nicho de criado no mercado de automóveis brasileiro, o de compactos premium. Sem considerar o produto em si, o lançamento é bastante oportuno e talvez chega até em atraso no mercado. Outros fabricantes já descobriram o nicho há algum tempo, e oferecem bons produtos: Fiat Punto e Volkswagen Polo são os melhores exemplos. Há também o bom Chevrolet Corsa , da geração D, já defasada em relação ao modelo original europeu. Aliás, este carro no Brasil só não obteve uma melhor participação no mercado por um erro estratégico da filial brasileira, que manteve durante vários anos um abismo na linha, oferecendo apenas os motores 1.0 e 1.8 como opções. Um anêmico demais para o modelo, o outro, um tanto beberrão quando comparado aos concorrentes.
Então quando começaram a surgir os primeiros comentários a respeito do novo carro, eu como sou apreciador da marca, fiquei empolgado, afinal a Chevrolet vem amargando anualmente decrécimo de suas vendas. Porém, à medida que novas informações foram surgindo, minha esperança foi se perdendo. Isso porque o Agile é na verdade, uma nova roupagem do nosso antigo Corsa, lançado em 1994, àquela época, quase em total sicronismo com o lançamento europeu.
Como sinto muitas saudades da década de noventa, mas não é isso que vamos discutir aqui.
Quando é dito que o carro é o mesmo, pode pintar a dúvida na cabeça de pessoas que não sejam muito ligadas ao mundo do automóvel. Tanto é, que o Celta é também o mesmo Corsa de 1994, mas muita gente não tem esse conhecimento e o carro é um sucesso de vendas. Para facilitar o entendimento, a respeito de estruturalmente o Corsa de 1994 e o Agile de agora são os mesmos carros, basta compara as fotos do interior dos dois veículos:
Então quando começaram a surgir os primeiros comentários a respeito do novo carro, eu como sou apreciador da marca, fiquei empolgado, afinal a Chevrolet vem amargando anualmente decrécimo de suas vendas. Porém, à medida que novas informações foram surgindo, minha esperança foi se perdendo. Isso porque o Agile é na verdade, uma nova roupagem do nosso antigo Corsa, lançado em 1994, àquela época, quase em total sicronismo com o lançamento europeu.
Como sinto muitas saudades da década de noventa, mas não é isso que vamos discutir aqui.
Quando é dito que o carro é o mesmo, pode pintar a dúvida na cabeça de pessoas que não sejam muito ligadas ao mundo do automóvel. Tanto é, que o Celta é também o mesmo Corsa de 1994, mas muita gente não tem esse conhecimento e o carro é um sucesso de vendas. Para facilitar o entendimento, a respeito de estruturalmente o Corsa de 1994 e o Agile de agora são os mesmos carros, basta compara as fotos do interior dos dois veículos:

Chevrolet Agile

Chevrolet Corsa
Percebam com atenção dois detalhes, lembrando que olhos mais bem treinados irão perceber mais: Disposição dos pedais de embreagem e freio, e a invasão do desenho das caixas de roda dianteiras no habitáculo.
Esquecendo a posição dos pedais, essa invasão das caixas de roda no interior do Corsa é um dos principais defeitos do modelo, qualquer pessoa de maior estatura tem dificuldades de dirigí-lo por este motivo. O problema foi herdado pelo Celta em 2000 e agora aparece no Agile. Uma clara evidência que estruturalmente, os três carros compartilham a mesma plataforma. Uma maneira de economizar algum dinheiro, dispensando a engenharia de uma plataforma totalmente nova.
Fazer lançamentos mascarados com artimanhas do tipo não é exclusividade da Chevrolet, no mercado brasileiro isso é bastante comum. O que mais me deixa triste é ver que na década passada, a mesma Chevrolet nos trouxe automóveis sintonizados com o que havia de melhor na Europa. Começando pelo Corsa, passando pelos brilhantes Omega e Vectra. Veículos que cresceram e se modernizaram na Europa, e que segundo a fabricante não reúnem condições que viabilizem o lançamento de modelos similares em nosso país.
Infelizmente, tenho que concordar. Imaginem quanto custaria um Astra ou um Insígnia (substituto do Vectra) no nosso mercado hoje. Mas mesmo com todos estes detalhes em mente, seria possível a Chevrolet definir uma melhor estratégia para o mercado brasileiro? Eu acredito que sim.
A GM tem em seu leque de modelos pelo mundo, veículos que poderiam sem problemas suceder o Celta, carro de baixo custo e já extremamente defasado, seria talvez o caso de fabricarem aqui o Matiz, clique o link para conhecê-lo.
Subindo um degrau, haveria a necessidade de um carro para substituir o Corsa atual, já defasado em relação em uma geração se equiparado ao modelo europeu. Acredito que a Chevrolet brasileira reúne condições de fabricar o atual modelo aqui no país. Algumas unidades de teste já foram flagradas por aqui, mas não há previsão que ele será mesmo lançado. Uns dizem que será lançado com o nome de Astra, o que já deu errado aqui com o Astra Sedan sendo batizado no Brasil de novo Vectra, sacrilégio.
Sendo a General Motors, mesmo com todas as dificuldades que surgiram nos últimos anos, tenho certeza que o principal problema hoje da filial brasileira é não acreditar no mercado e lançar produtos modernos e que realmente fazem frente à concorrência. Até certo tempo, o nome Chevrolet vendia sozinho, e certamente parte das vendas ainda hoje acontecem por este motivo. No entanto, hoje com todo o bombardeiro pra cima do nome Chevrolet, as coisas mudaram muito de figura, é preciso ser mais agressivo, como nenhuma outra fabricante nacional.
Esquecendo a posição dos pedais, essa invasão das caixas de roda no interior do Corsa é um dos principais defeitos do modelo, qualquer pessoa de maior estatura tem dificuldades de dirigí-lo por este motivo. O problema foi herdado pelo Celta em 2000 e agora aparece no Agile. Uma clara evidência que estruturalmente, os três carros compartilham a mesma plataforma. Uma maneira de economizar algum dinheiro, dispensando a engenharia de uma plataforma totalmente nova.
Fazer lançamentos mascarados com artimanhas do tipo não é exclusividade da Chevrolet, no mercado brasileiro isso é bastante comum. O que mais me deixa triste é ver que na década passada, a mesma Chevrolet nos trouxe automóveis sintonizados com o que havia de melhor na Europa. Começando pelo Corsa, passando pelos brilhantes Omega e Vectra. Veículos que cresceram e se modernizaram na Europa, e que segundo a fabricante não reúnem condições que viabilizem o lançamento de modelos similares em nosso país.
Infelizmente, tenho que concordar. Imaginem quanto custaria um Astra ou um Insígnia (substituto do Vectra) no nosso mercado hoje. Mas mesmo com todos estes detalhes em mente, seria possível a Chevrolet definir uma melhor estratégia para o mercado brasileiro? Eu acredito que sim.
A GM tem em seu leque de modelos pelo mundo, veículos que poderiam sem problemas suceder o Celta, carro de baixo custo e já extremamente defasado, seria talvez o caso de fabricarem aqui o Matiz, clique o link para conhecê-lo.
Subindo um degrau, haveria a necessidade de um carro para substituir o Corsa atual, já defasado em relação em uma geração se equiparado ao modelo europeu. Acredito que a Chevrolet brasileira reúne condições de fabricar o atual modelo aqui no país. Algumas unidades de teste já foram flagradas por aqui, mas não há previsão que ele será mesmo lançado. Uns dizem que será lançado com o nome de Astra, o que já deu errado aqui com o Astra Sedan sendo batizado no Brasil de novo Vectra, sacrilégio.
Sendo a General Motors, mesmo com todas as dificuldades que surgiram nos últimos anos, tenho certeza que o principal problema hoje da filial brasileira é não acreditar no mercado e lançar produtos modernos e que realmente fazem frente à concorrência. Até certo tempo, o nome Chevrolet vendia sozinho, e certamente parte das vendas ainda hoje acontecem por este motivo. No entanto, hoje com todo o bombardeiro pra cima do nome Chevrolet, as coisas mudaram muito de figura, é preciso ser mais agressivo, como nenhuma outra fabricante nacional.
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Final de semana no Blue
Este final de semana foi bastante interessante. Meus pais viajaram com o Omega para Pitangui, e depois de bastante tempo, rodei sábado e domingo direto no Blue. É incrível como ele me faz sentir mais piloto que o Omega. A explicação pode ser bem lógica, deixando a minha paixão pelo carro de lado: O Chevette exige mais do motorista.
O Chevette é um carro bastante equilibrado, na verdade, bom de curvas e com um torque suficiente para rodar sem muitas trocas de marchas como é comum nos anêmicos carros plástico e seus motores flex 1.0.
Para o uso diário, no trânsito do dia a dia indo e voltando para o trabalho como fiz na última semana, é um carro que corresponde as necessidades. Possui um bom nível de conforto com bancos em bom tecido, painel em bom material e teto forrado em veludo. A suspensão é correta no eixo dianteiro, e no traseiro pode trazer algum desconforto já que é de eixo rígido. A direção é leve, a embreagem é macia. A capacidade de esterçamento é enorme, o que facilita muito em manobras.
Mas foi acelerando em vias expressas e no anel rodoviário que tive, mais uma vez, a certeza de que o Chevette é um carro mais entusiasta que o Omega. Sim! O Chevette não é todo silêncio, a aerodinâmica não é perfeita, o volante é torto e há um cheirinho de gasolina no ar. É puro entusiasmo. O carro exige de você, é muito diferente.
Nas curvas, o Chevette mostra o limite. Você sente que o carro vai sair o tempo todo, a sensação de perceber isso, é ótima. Ele faz curvas tão bem quanto o Omega, talvez até seja um pouco pior que ele, mas ele conversa com você o tempo todo, é como se perguntasse: Vamos jogar a traseira? Faz o contra esterço aí!
O Chevette tem apenas 73 cv! Isso faz você se pisar no fundo sempre, sentir a vibração do motor, ver o conta-giros (adaptado em escala até 6000 rpm), chegando mais perto do final. É o ronco do kadron no ouvido o tempo todo.
Ainda não instalei no Chevette o ar-condicionado (com gela saco original), mas percebo que as velocidades mais baixas nele, são facilmente esquecidas com o barulho do vento cantando, a sensação é que estou a 200km/h.
Braços firmes ao volante, acelerador pregado no assoalho. É a inexistência do ABS para corrigir minha vontade de freiar com vigor e sentir o travamento e decidir, no pedal, se quero fritar ou não os pneus.
Antes quando tinha o Tubarão e o Blue, não fazia comparações do tipo, uma vez que a diferença dos dois carros era a idade apenas, basicamente eram carros iguais, mas agora com carros diferentes é interessante perceber que adoro os dois, cada um com seus atributos. Não que é uma comparação entre o Omega ser pior ou melhor que o Chevette.
Mas, sem dúvida, quando é necessário acelerar mais, participo mais como piloto quando estou ao volante do Blue, portanto isso acaba me deixando mais emocionado quando o dirijo, ele me faz me sentir mais participativo do resultado: Chegar em segurança ao meu destino, sentindo os limites do carro durante o caminho.
Segunda-feira, Agosto 24, 2009
Sábado da oficina, com o 4.1
A mecânica de automóveis é algo que me fascina, aliás, como quase qualquer coisa relacionada aos automóveis.
No último sábado estive na oficina do meu mecânico, para realizar dois trabalhos no Omega. O primeiro, seria a substituição do radiador e outras peças do sistema de arrefecimento. A segunda, a regulagem da folga das varetas para eliminar um irritante barulho durante o funcionamento o motor.
O sistema de arrefecimento desse carro vem me dando algum trabalho desde que comprei o carro, sempre apresentando algum tipo de vazamento que, quando solucionado, causava um novo vazamento em algum outro ponto do sistema. Porém, na última semana o item mais importante desse sistema apresentou defeito, o radiador. Então por isso resolvi radicalizar e troquei a maioria dos componentes relacionados, incluindo o radiador e o reservatório. Essa atividade tomou algum tempo pela minha falta de experiência na remoção do radiador.
Faço um parágrafo para dizer o seguinte: na oficina não havia a máquina de limpeza do sistema de arrefecimento, e também não fiz a compra de aditivo e água desmineralizada para completar o sistema, com isso, após a manutenção o sistema foi completado com água de torneira. Entre o sábado e domingo rodei aproximadamente 150 km e isso foi o suficiente para sujar o reservatório com a ferrugem do sistema, um claro sinal de que o uso do aditivo e água desmineralizada realmente são importantes para a vida útil do sistema. Então na segunda-feira pela manhã estive fazendo o serviço de limpeza com uma máquina específica para isso e completei o sistema com água desmineralizada e aditivo na proporção de 50%. Vou aguardar o comportamento do reaparecimento de ferrugem.
O trabalho com a regulagem de válvulas exige maior experiência, e por isso só me dei ao trabalho de desmontagem e montagem da admissão do motor e tampa do cabeçote. Mas mesmo a regulagem das folgas ficando a cargo do meu mecânico, deu para aprender como é que faz. Para este trabalho, foi necessária a troca de juntas e mangueira de admissão, troquei também as porcas que fazem a regulagem dos balanceiros. O incomodo barulho deixou de existir e fiquei feliz pra caramba, montei tudo com um sorriso no rosto.
Terça-feira, Agosto 18, 2009
Quando comecei este blog, também tinha minhas reservas quanto ao modelo de comunicação.
Talvez não exatamente quanto ao termo comunicação, mas achava mesmo que não seria necessário um espaço como este para escrever a respeito dos meus devaneios. Acho que pensava dessa maneira porque naquela época haviam "trocentos" blogs da molecada, casais adolescentes com juras de amor eterno e um monte de baboseiras do tipo. Mas depois de um tempo e com a descoberta de interessantes blogs com material que realmente era interessante, resolvi criar este e tentar contribuir de alguma forma.
Com o Twitter foi a mesma coisa, porém demorou mais para me convencer que realmente havia alguma relevância no formato. Mas resolvi criar o meu perfil no serviço, que e acessado através do endereço: http://twitter.com/raphaelhagi
Basicamente, serve como aquele espaço do MSN onde as pessoas colocam suas frases, um texto curto a respeito de alguma coisa que acontece naquele instante, ou um comentário rápido sobre qualquer coisa. Comecei a achar interessante, pela agilidade. Mas como disse meu amigo Henrique - "a qualidade do seu Twitter depende da qualidade daqueles que você segue". Mas acrescento: É necessário ter um pouco de critério antes de sair escrevendo, senão vira bate-papo.
É isso aí, o meu Twitter esta funcionando e quem tiver interesse pode me seguir por lá também.
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Rede Globo e Rede Record - Alguém tem razão?
Desde a semana passada, Rede Globo e Rede Record começaram uma guerra de acusações, onde só consegui chegar à seguinte conclusão: Como são podres os bastidores da televisão brasileira.
E isso porque, assim como os últimos escândalos que vieram à tona no Senado Federal, a impressão que fica é que todos os envolvidos possuem manobras que podem manchar as imagens da concorrência. E o pior, se o papel do jornalismo é mesmo o de informar o cidadão, fica a pergunta: Por que as acusações da Rede Record não vieram a público antes de a Rede Globo resolver apertar o botão vermelho? Veio a lembrança do que fez o Deputado Federal Roberto Jefferson quando denunciou o esquema do mensalão.
Ontem, durante o programa Domingo Espetacular, a Rede Record veio com diversas e sérias denúncias contra a Rede Globo, entre elas, as mais sérias são a respeito da compra da TV Paulista, sobre um terreno ao lado da sede da emissora em São Paulo e de um empréstimo concedido a Globo pelo BNDES.
Já a Rede Globo, durante a semana passada no Jornal Nacional e também no domingo através do Fantástico, trouxe a notícia de uma denúncia que fora aberta contra a Universal, a respeito de um antigo assunto sobre a origem da fortuna do bispo Edir Macedo, proprietário da Rede Record e chefe da Igreja Universal do Reino de Deus.
Particularmente, acredito que as duas empresas se valem de práticas discutíveis para alcançar crescimento, mas em minha opinião, a veracidade das acusações não seria motivo de discussão no blog, porque depende de profundas investigações.
Prefiro falar da maneira que as duas emissoras utilizam a informação para trocar acusações.
Em primeiro lugar, sempre achei estranha a maneira que a Globo sempre consegue acesso, com exclusividade, aos processos de pessoas que estão presas, como foi a entrevista com o traficante Beiramar há algum tempo. Isso foi abordado pela reportagem da Rede Record, mas me lembro que fiquei preocupado em como a Globo conseguiu imagens de um presidiário de alta periculosidade, preso em uma cadeira de segurança máxima – como?
Segundo a Rede Record, isso foi possível porque o Promotor de Justiça, Roberto Porto, o mesmo que está a frente da recente denúncia contra a Igreja Universal, é o mesmo que levou este vídeo para a Rede Globo. Estranho!
Outra situação que não compreendo é porque insistem tanto na questão de doações dos fiéis da Igreja. Afinal, porque não existe o mesmo empenho de investigações aos outros diversos tipos de extorsão existentes? Mesmo sabendo que a doação é, pelo menos teoricamente, espontânea?
Eu realmente acho que as pessoas que freqüentam a igreja realmente são ludibriadas a ponto de doar dinheiro, mas esse é um problema cultural e de falta de instrução da população. É simples, basta observar a enorme concentração de pequenos templos da mesma igreja em bairros mais pobres das cidades. É a ignorância que os fazem doar, são as mesmas pessoas que são enganadas com golpes de bilhete premiado, entre tantos outros.
Então porque não voltam o foco para cobrar das autoridades, de maneira consistente, o investimento em educação de qualidade à todas as classes sociais do pais? Talvez este questionamento seja contrário ao próprio império das emissoras de TV, que atualmente assistem ao franco crescimento de meios de comunicação como a internet, onde as pessoas podem pensar e pesquisar abertamente sobre qualquer tema e conseqüentemente vêem seu público migrando.
E porque a Rede Globo até agora não se manifestou a respeito das graves acusações da Record? Difícil saber. Mas o fato é que na verdade, as duas empresas não estão totalmente lícitas em suas atividades.
Uma prática que considerei genial por parte da Rede Record: Lendo na internet, vi que a emissora cobra valores altíssimos da Universal pelos horários em que a Igreja divulga seus cultos, sempre na madrugada, chegando a Rede Record a faturar cerca de 30% do seu total nesse horário, sendo que as outras emissoras, mesmo a Rede Globo, faturam uma fração disso. A Universal justifica que tentou comprar o mesmo horário na concorrência da Rede Record, sem êxito. Jogada de mestre!
Resta ao telespectador ficar atento aos acontecimentos e evitar tomar partido de qualquer lado que seja, pois a sujeira ali é muito grande.
Não sou fiel a qualquer igreja, e ao contrário do que possa parecer, não defendo a Igreja Universal. Mas em minha opinião ninguém deve procurar culpados, no caso de extorsões, o culpado é o próprio extorquido, quando em momentos de fraqueza procura apoio em entidades como a igreja. A fé de qualquer pessoa não depende de qualquer igreja. E se o cidadão quer doar o dinheiro dele, para a igreja ou para qualquer outra entidade, o problema é do próprio cidadão.
Pior faz o Governo com tantos impostos sobre a nossa renda, sendo que o resultado de toda essa entrega de dinheiro é tão subjetivo quanto os milagres prometidos pelas igrejas.
Enquanto isso, no Senado, sabe se lá o que acontece. O Deus de lá, José Sarney, deve estar adorando tudo o que acontece, afinal, as duas maiores emissoras se preocupam mais em trocar acusações que manter informado o cidadão a respeito da nossa vindoura pizza, a pizza sabor atos secretos.
Abaixo, links que valem a leitura:
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=550JDB015
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%A2ndalo_do_mensal%C3%A3o
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&hs=aE8&q=promotor+justi%C3%A7a+igreja+universal
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&client=firefox-a&rls=org.mozilla%3Aen-US%3Aofficial&q=denuncias+rede+globo+tv+paulista
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